Infecções na gestação no Revalida: sífilis, HIV, toxoplasmose e mais

Infecções na gestação no Revalida: sífilis, HIV, toxoplasmose e mais

Infecções na gestação no Revalida: sífilis, HIV, toxoplasmose e mais

12 Minutos

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Educacional

Doenças infecciosas na gestação são o tema mais cobrado de toda a prova do Revalida. Sífilis, HIV, toxoplasmose, hepatite B e herpes aparecem em questão de pré-natal, de parto e de recém-nascido, e cada uma tem regra de rastreamento, tratamento e via de parto definida pelo Ministério da Saúde. Este guia reúne o que os protocolos brasileiros determinam e o que a banca costuma perguntar.

Doenças infecciosas na gestação são o tema mais cobrado de toda a prova do Revalida. Sífilis, HIV, toxoplasmose, hepatite B e herpes aparecem em questão de pré-natal, de parto e de recém-nascido, e cada uma tem regra de rastreamento, tratamento e via de parto definida pelo Ministério da Saúde. Este guia reúne o que os protocolos brasileiros determinam e o que a banca costuma perguntar.

Por que este é o tema número um

O Revalida avalia se você consegue atuar no SUS, e a prevenção da transmissão vertical é uma das prioridades do sistema. É tema de atenção básica, de maternidade e de notificação compulsória. O Inep cobra nas duas etapas: caso clínico de pré-natal na teórica, e estação de aconselhamento ou de prescrição na prática.

E aqui a referência da prova é brasileira: nomes, doses, intervalos e critérios são os do Manual de Gestação de Alto Risco e do protocolo de transmissão vertical do Ministério da Saúde. Protocolo de outro país não vale na correção. Veja os temas mais cobrados de ginecologia e obstetrícia para o peso da área.


Resumo visual do tema. Fonte: Ministério da Saúde: Manual de Gestação de Alto Risco, 2022; PCDT de Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais, 2022; Nota Técnica 14/2023.

Sífilis na gestação: a mais cobrada das cinco

Rastreamento:

Testes:

Estágios:

Estágio

O que é

Primária

Cancro duro, úlcera genital, com linfonodos regionais

Secundária

Lesões cutâneo-mucosas: roséola, sifílides palmoplantares, condiloma plano, alopecia em clareira, madarose

Latente recente

Assintomática, até um ano de infecção

Latente tardia

Assintomática, mais de um ano, ou de duração ignorada

Terciária

Gomas, aortite e aneurisma de aorta, neurossífilis, tabes dorsalis

Na gestante, a maioria chega assintomática e sem saber quando se infectou: é latente de duração ignorada, tratada como tardia.

Tratamento, com a benzilpenicilina benzatina como única opção com eficácia comprovada na gestação:

Estágio

Esquema

Recente: primária, secundária, latente recente

2,4 milhões UI, IM, dose única, 1,2 milhão em cada glúteo

Tardia: latente tardia, duração ignorada, terciária

2,4 milhões UI, IM, uma vez por semana, por 3 semanas. Total de 7,2 milhões UI

Neurossífilis

Benzilpenicilina cristalina 18 a 24 milhões UI por dia, EV, em doses de 3 a 4 milhões a cada 4 horas, por 14 dias

O intervalo entre as doses mudou, e isso cai em prova. O manual de 2022 dizia sete dias. A Nota Técnica 14/2023 do Ministério da Saúde atualizou: as doses devem ser aplicadas idealmente a cada sete dias, não ultrapassando nove. Se uma dose for perdida ou o intervalo passar de nove dias, o esquema inteiro é reiniciado.

O que é tratamento adequado, e isso define sífilis congênita: esquema completo para o estágio, com benzilpenicilina benzatina, iniciado até 30 dias antes do parto, e concluído antes do parto. Qualquer outro antibiótico, esquema incompleto, esquema errado para o estágio ou intervalo acima de nove dias é tratamento inadequado, e o recém-nascido é notificado como sífilis congênita e investigado.

Seguimento:

Parceria sexual:

Alergia à penicilina:

Notificação:

HIV: a regra do parto que a banca adora

Rastreamento:

Tratamento: toda gestante vivendo com HIV inicia terapia antirretroviral, independentemente da carga viral e da idade gestacional. O esquema preferencial do PCDT 2022 para quem começa na gestação é tenofovir 300 mg + lamivudina 300 mg + dolutegravir 50 mg. Alternativas para o terceiro antirretroviral: raltegravir 400 mg de 12 em 12 horas, atazanavir com ritonavir, ou darunavir com ritonavir.

Via de parto

Carga viral a partir de 34 semanas

Via de parto

AZT endovenoso no parto

Indetectável, em TARV com boa adesão

Vaginal

Não é obrigatório

Detectável, mas abaixo de 1.000 cópias/mL

Vaginal, se não houver contraindicação obstétrica

Sim

1.000 cópias/mL ou mais, ou desconhecida

Cesariana eletiva a partir de 38 semanas

Sim, começando pelo menos 3 horas antes

Cesariana em gestante com carga viral abaixo de 1.000 não reduz a transmissão e aumenta a morbidade materna. É a pegadinha mais frequente.

AZT na parturiente:

Cuidados no parto vaginal: evitar amniotomia, toques repetidos e parto instrumentado; se necessário, fórceps em vez de vácuo. Bolsa rota acima de 4 horas aumenta a transmissão. Clampear o cordão imediatamente, sem ordenha.

Recém-nascido:

Amamentação:

Toxoplasmose: a interpretação da sorologia é a questão

A transmissão vertical aumenta com a idade gestacional, de 15 a 20% no primeiro trimestre a 50 a 90% no terceiro, mas a gravidade do dano fetal faz o caminho inverso: 60 a 80% de risco de lesão grave no primeiro trimestre, 10 a 20% no terceiro.

Sorologia

Interpretação

Conduta

IgM e IgG não reagentes

Suscetível

Orientação higiênico-dietética e sorologia mensal, ou no máximo bimestral

IgG reagente, IgM não reagente

Infecção pregressa, há pelo menos seis meses

Não repetir sorologia; manter orientações

IgM reagente, IgG não reagente

Possível infecção aguda ou IgM falso-positiva

Espiramicina imediata e repetir em 2 a 3 semanas. Se IgG não positivar, era falso-positivo: suspender

IgM e IgG reagentes, até 16 semanas

Precisa do teste de avidez

Iniciar espiramicina e pedir avidez. Avidez alta antes de 16 semanas exclui infecção na gestação atual e suspende o tratamento

IgM e IgG reagentes, após 16 semanas

Infecção aguda, e a avidez não muda a conduta

Tratar

O teste de avidez só tem valor até a 16ª semana. Depois disso, qualquer resultado é conduzido como infecção aguda.

Tratamento: espiramicina 3 g por dia, 2 comprimidos de 500 mg de 8 em 8 horas, reduz a transmissão em 60 a 70% e é o esquema antes de 16 semanas. A partir de 16 semanas, troca-se pelo esquema tríplice: sulfadiazina 3 g por dia, pirimetamina 50 mg por dia e ácido folínico 10 a 20 mg três vezes por semana. O ácido folínico protege a medula da gestante; não é ácido fólico.

Investigação fetal:

Hepatite B: tenofovir e as 12 horas do recém-nascido

Rastreamento:

Profilaxia da transmissão vertical com tenofovir 300 mg por dia, do terceiro trimestre, 28 semanas, até depois do parto

Recém-nascido de mãe HBsAg reagente: imunoglobulina anti-hepatite B e primeira dose da vacina, nas primeiras 12 horas de vida, em coxas diferentes. A vacina segue aos 2, 4 e 6 meses.

o aleitamento não é contraindicado

Herpes genital: a via de parto depende do momento do episódio

Episódio primário ou primeiro episódio não primário:

Recorrências:

Supressão a partir da 36ª semana:

Via de parto:

Como cai na prova

O que a banca pergunta

O que ela espera

Gestante com VDRL 1:8 na primeira consulta, assintomática

Tratar na hora como latente de duração ignorada: 3 doses de 2,4 milhões

Segunda dose de penicilina aplicada 10 dias depois da primeira

Reiniciar o esquema

Parceiro não tratado

Tratamento materno inadequado para fins de sífilis congênita

Carga viral de HIV de 600 cópias com 36 semanas

Parto vaginal com AZT endovenoso

Carga viral de HIV de 5.000 cópias com 34 semanas

Cesariana eletiva com 38 semanas e AZT

IgM e IgG reagentes para toxoplasmose com 12 semanas, avidez alta

Infecção antiga, suspender espiramicina

HBsAg reagente com HBeAg reagente

Tenofovir de 28 semanas até o pós-parto, e imunoglobulina mais vacina no RN em 12 horas

Herpes primário com 32 semanas

Aciclovir até o parto e cesariana

Questão no estilo do Inep

Gestante de 24 anos, 30 semanas, comparece à primeira consulta de pré-natal. Teste rápido para sífilis reagente e VDRL 1:16. Assintomática, sem história de tratamento prévio. Nega alergia a medicamentos. Qual a conduta?

A) Solicitar FTA-Abs para confirmar o diagnóstico antes de tratar. B) Benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, dose única, por se tratar de sífilis recente. C) Benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, semanal, por três semanas, convocar a parceria sexual e repetir o VDRL mensalmente. D) Doxiciclina por 28 dias, pela facilidade posológica.

Resposta: C.

Um único teste reagente na gestante indica tratamento imediato, sem esperar confirmação, o que descarta a alternativa A. Como ela é assintomática e não sabe quando se infectou, o estágio é latente de duração ignorada, tratado como tardia: três doses semanais, e não dose única, o que descarta a B. A doxiciclina não tem eficácia comprovada na gestação, e qualquer esquema sem penicilina é tratamento inadequado para fins de sífilis congênita, o que descarta a D. A conduta completa inclui convocar a parceria e seguir com VDRL mensal, e o tratamento precisa estar concluído antes do parto, o que aqui é possível.

Perguntas frequentes

Quando fazer o teste de sífilis na gestação?

Qual o tratamento da sífilis na gestante?

Qual o intervalo entre as doses de penicilina na gestante?

O que é tratamento adequado da sífilis na gestante?

Gestante com HIV pode ter parto vaginal?

Qual o esquema de antirretroviral preferencial na gestante?

Gestante com HIV pode amamentar?

Como interpretar IgM e IgG reagentes para toxoplasmose?

Qual o tratamento da toxoplasmose na gestação?

O que fazer com o recém-nascido de mãe com hepatite B?

Herpes genital na gestação indica cesariana?

Confira sempre o Manual de Gestação de Alto Risco e o PCDT de transmissão vertical vigentes antes de decisões clínicas. Quer treinar a estação de pré-natal com quem conhece o padrão da banca? Conheça a preparação do Mundo Revalida.

Por que este é o tema número um

O Revalida avalia se você consegue atuar no SUS, e a prevenção da transmissão vertical é uma das prioridades do sistema. É tema de atenção básica, de maternidade e de notificação compulsória. O Inep cobra nas duas etapas: caso clínico de pré-natal na teórica, e estação de aconselhamento ou de prescrição na prática.

E aqui a referência da prova é brasileira: nomes, doses, intervalos e critérios são os do Manual de Gestação de Alto Risco e do protocolo de transmissão vertical do Ministério da Saúde. Protocolo de outro país não vale na correção. Veja os temas mais cobrados de ginecologia e obstetrícia para o peso da área.


Resumo visual do tema. Fonte: Ministério da Saúde: Manual de Gestação de Alto Risco, 2022; PCDT de Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais, 2022; Nota Técnica 14/2023.

Sífilis na gestação: a mais cobrada das cinco

Rastreamento:

Testes:

Estágios:

Estágio

O que é

Primária

Cancro duro, úlcera genital, com linfonodos regionais

Secundária

Lesões cutâneo-mucosas: roséola, sifílides palmoplantares, condiloma plano, alopecia em clareira, madarose

Latente recente

Assintomática, até um ano de infecção

Latente tardia

Assintomática, mais de um ano, ou de duração ignorada

Terciária

Gomas, aortite e aneurisma de aorta, neurossífilis, tabes dorsalis

Na gestante, a maioria chega assintomática e sem saber quando se infectou: é latente de duração ignorada, tratada como tardia.

Tratamento, com a benzilpenicilina benzatina como única opção com eficácia comprovada na gestação:

Estágio

Esquema

Recente: primária, secundária, latente recente

2,4 milhões UI, IM, dose única, 1,2 milhão em cada glúteo

Tardia: latente tardia, duração ignorada, terciária

2,4 milhões UI, IM, uma vez por semana, por 3 semanas. Total de 7,2 milhões UI

Neurossífilis

Benzilpenicilina cristalina 18 a 24 milhões UI por dia, EV, em doses de 3 a 4 milhões a cada 4 horas, por 14 dias

O intervalo entre as doses mudou, e isso cai em prova. O manual de 2022 dizia sete dias. A Nota Técnica 14/2023 do Ministério da Saúde atualizou: as doses devem ser aplicadas idealmente a cada sete dias, não ultrapassando nove. Se uma dose for perdida ou o intervalo passar de nove dias, o esquema inteiro é reiniciado.

O que é tratamento adequado, e isso define sífilis congênita: esquema completo para o estágio, com benzilpenicilina benzatina, iniciado até 30 dias antes do parto, e concluído antes do parto. Qualquer outro antibiótico, esquema incompleto, esquema errado para o estágio ou intervalo acima de nove dias é tratamento inadequado, e o recém-nascido é notificado como sífilis congênita e investigado.

Seguimento:

Parceria sexual:

Alergia à penicilina:

Notificação:

HIV: a regra do parto que a banca adora

Rastreamento:

Tratamento: toda gestante vivendo com HIV inicia terapia antirretroviral, independentemente da carga viral e da idade gestacional. O esquema preferencial do PCDT 2022 para quem começa na gestação é tenofovir 300 mg + lamivudina 300 mg + dolutegravir 50 mg. Alternativas para o terceiro antirretroviral: raltegravir 400 mg de 12 em 12 horas, atazanavir com ritonavir, ou darunavir com ritonavir.

Via de parto

Carga viral a partir de 34 semanas

Via de parto

AZT endovenoso no parto

Indetectável, em TARV com boa adesão

Vaginal

Não é obrigatório

Detectável, mas abaixo de 1.000 cópias/mL

Vaginal, se não houver contraindicação obstétrica

Sim

1.000 cópias/mL ou mais, ou desconhecida

Cesariana eletiva a partir de 38 semanas

Sim, começando pelo menos 3 horas antes

Cesariana em gestante com carga viral abaixo de 1.000 não reduz a transmissão e aumenta a morbidade materna. É a pegadinha mais frequente.

AZT na parturiente:

Cuidados no parto vaginal: evitar amniotomia, toques repetidos e parto instrumentado; se necessário, fórceps em vez de vácuo. Bolsa rota acima de 4 horas aumenta a transmissão. Clampear o cordão imediatamente, sem ordenha.

Recém-nascido:

Amamentação:

Toxoplasmose: a interpretação da sorologia é a questão

A transmissão vertical aumenta com a idade gestacional, de 15 a 20% no primeiro trimestre a 50 a 90% no terceiro, mas a gravidade do dano fetal faz o caminho inverso: 60 a 80% de risco de lesão grave no primeiro trimestre, 10 a 20% no terceiro.

Sorologia

Interpretação

Conduta

IgM e IgG não reagentes

Suscetível

Orientação higiênico-dietética e sorologia mensal, ou no máximo bimestral

IgG reagente, IgM não reagente

Infecção pregressa, há pelo menos seis meses

Não repetir sorologia; manter orientações

IgM reagente, IgG não reagente

Possível infecção aguda ou IgM falso-positiva

Espiramicina imediata e repetir em 2 a 3 semanas. Se IgG não positivar, era falso-positivo: suspender

IgM e IgG reagentes, até 16 semanas

Precisa do teste de avidez

Iniciar espiramicina e pedir avidez. Avidez alta antes de 16 semanas exclui infecção na gestação atual e suspende o tratamento

IgM e IgG reagentes, após 16 semanas

Infecção aguda, e a avidez não muda a conduta

Tratar

O teste de avidez só tem valor até a 16ª semana. Depois disso, qualquer resultado é conduzido como infecção aguda.

Tratamento: espiramicina 3 g por dia, 2 comprimidos de 500 mg de 8 em 8 horas, reduz a transmissão em 60 a 70% e é o esquema antes de 16 semanas. A partir de 16 semanas, troca-se pelo esquema tríplice: sulfadiazina 3 g por dia, pirimetamina 50 mg por dia e ácido folínico 10 a 20 mg três vezes por semana. O ácido folínico protege a medula da gestante; não é ácido fólico.

Investigação fetal:

Hepatite B: tenofovir e as 12 horas do recém-nascido

Rastreamento:

Profilaxia da transmissão vertical com tenofovir 300 mg por dia, do terceiro trimestre, 28 semanas, até depois do parto

Recém-nascido de mãe HBsAg reagente: imunoglobulina anti-hepatite B e primeira dose da vacina, nas primeiras 12 horas de vida, em coxas diferentes. A vacina segue aos 2, 4 e 6 meses.

o aleitamento não é contraindicado

Herpes genital: a via de parto depende do momento do episódio

Episódio primário ou primeiro episódio não primário:

Recorrências:

Supressão a partir da 36ª semana:

Via de parto:

Como cai na prova

O que a banca pergunta

O que ela espera

Gestante com VDRL 1:8 na primeira consulta, assintomática

Tratar na hora como latente de duração ignorada: 3 doses de 2,4 milhões

Segunda dose de penicilina aplicada 10 dias depois da primeira

Reiniciar o esquema

Parceiro não tratado

Tratamento materno inadequado para fins de sífilis congênita

Carga viral de HIV de 600 cópias com 36 semanas

Parto vaginal com AZT endovenoso

Carga viral de HIV de 5.000 cópias com 34 semanas

Cesariana eletiva com 38 semanas e AZT

IgM e IgG reagentes para toxoplasmose com 12 semanas, avidez alta

Infecção antiga, suspender espiramicina

HBsAg reagente com HBeAg reagente

Tenofovir de 28 semanas até o pós-parto, e imunoglobulina mais vacina no RN em 12 horas

Herpes primário com 32 semanas

Aciclovir até o parto e cesariana

Questão no estilo do Inep

Gestante de 24 anos, 30 semanas, comparece à primeira consulta de pré-natal. Teste rápido para sífilis reagente e VDRL 1:16. Assintomática, sem história de tratamento prévio. Nega alergia a medicamentos. Qual a conduta?

A) Solicitar FTA-Abs para confirmar o diagnóstico antes de tratar. B) Benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, dose única, por se tratar de sífilis recente. C) Benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, semanal, por três semanas, convocar a parceria sexual e repetir o VDRL mensalmente. D) Doxiciclina por 28 dias, pela facilidade posológica.

Resposta: C.

Um único teste reagente na gestante indica tratamento imediato, sem esperar confirmação, o que descarta a alternativa A. Como ela é assintomática e não sabe quando se infectou, o estágio é latente de duração ignorada, tratado como tardia: três doses semanais, e não dose única, o que descarta a B. A doxiciclina não tem eficácia comprovada na gestação, e qualquer esquema sem penicilina é tratamento inadequado para fins de sífilis congênita, o que descarta a D. A conduta completa inclui convocar a parceria e seguir com VDRL mensal, e o tratamento precisa estar concluído antes do parto, o que aqui é possível.

Perguntas frequentes

Quando fazer o teste de sífilis na gestação?

Qual o tratamento da sífilis na gestante?

Qual o intervalo entre as doses de penicilina na gestante?

O que é tratamento adequado da sífilis na gestante?

Gestante com HIV pode ter parto vaginal?

Qual o esquema de antirretroviral preferencial na gestante?

Gestante com HIV pode amamentar?

Como interpretar IgM e IgG reagentes para toxoplasmose?

Qual o tratamento da toxoplasmose na gestação?

O que fazer com o recém-nascido de mãe com hepatite B?

Herpes genital na gestação indica cesariana?

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