Contracepção no Revalida: métodos do SUS e critérios da OMS
Contracepção no Revalida: métodos do SUS e critérios da OMS
Contracepção no Revalida: métodos do SUS e critérios da OMS
9 Minutos
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Educacional
Contracepção é o sexto tema mais cobrado do Revalida, e a prova pergunta duas coisas: quais métodos o SUS oferece e qual método é seguro para cada mulher, segundo as categorias da Organização Mundial da Saúde. Em 2025 a OMS lançou a 6ª edição dos critérios, e o Ministério da Saúde publicou notas técnicas novas sobre implante e DIU no pós-parto. Veja o que vale agora.
Contracepção é o sexto tema mais cobrado do Revalida, e a prova pergunta duas coisas: quais métodos o SUS oferece e qual método é seguro para cada mulher, segundo as categorias da Organização Mundial da Saúde. Em 2025 a OMS lançou a 6ª edição dos critérios, e o Ministério da Saúde publicou notas técnicas novas sobre implante e DIU no pós-parto. Veja o que vale agora.
O que o SUS oferece
Segundo a Nota Técnica nº 419/2025 do Ministério da Saúde, os métodos distribuídos pelo SUS são: preservativo externo e interno, contraceptivo oral combinado, pílula só de progestagênio, injetáveis mensal e trimestral, laqueadura tubária, vasectomia, DIU de cobre T380A e, desde a Portaria SECTICS nº 48, de julho de 2025, o implante subdérmico de etonogestrel 68 mg, para mulheres de 14 a 49 anos, com oferta prioritária na atenção primária.
Repare no que não está na lista: o DIU hormonal não faz parte da distribuição regular. É pegadinha frequente.
A nota também define quem pode inserir: médicos e enfermeiros habilitados inserem e retiram DIU e implante, e a prescrição de contraceptivo para adolescente, inclusive menor de 14 anos, feita conforme os critérios de elegibilidade, não configura ato ilícito. O sigilo do atendimento da adolescente é a regra, quebrada só em risco à vida ou à integridade.

Resumo visual do tema. Fonte: OMS, critérios médicos de elegibilidade para uso de contraceptivos, 6ª edição, 2025; Notas Técnicas 419/2025 e 31/2026 do Ministério da Saúde.
Por que o SUS apostou nos LARC
A nota traz as taxas de falha em uso típico que a prova gosta de cobrar:
Método | Falha em uso típico |
|---|---|
Preservativo externo | até 18% |
Pílula | até 9% |
Laqueadura | 0,3% |
DIU de cobre | 0,2% ao ano |
Implante de etonogestrel | 0,05% ao ano |
O implante é mais eficaz que a laqueadura. Isso aparece em questão como comparação direta. O implante dura até três anos.
As quatro categorias da OMS
Toda condição clínica recebe uma categoria para cada método:
Categoria 1: sem restrição.
Categoria 2: as vantagens superam os riscos; pode usar, com acompanhamento.
Categoria 3: os riscos superam as vantagens; em geral não usar, salvo sem alternativa e com acompanhamento rigoroso.
Categoria 4: risco inaceitável; não usar.
Na prova, a pergunta costuma ser "qual método é contraindicado", e a resposta está nas categorias 4 do contraceptivo combinado, que é o método com mais restrições.
A tabela que resolve a maioria das questões
Transcrita da 6ª edição da OMS, 2025. COC é o contraceptivo oral combinado, e vale também para adesivo e anel. POP é a pílula só de progestagênio. DMPA é o injetável trimestral.
Condição | COC | POP | DMPA | Implante | DIU cobre | DIU LNG |
|---|---|---|---|---|---|---|
Amamentando, menos de 6 semanas | 4 | 2 | 2 | 2 | ||
Amamentando, 6 semanas a 6 meses | 3 | 1 | 1 | 1 | ||
Amamentando, 6 meses ou mais | 2 | 1 | 1 | 1 | ||
Não amamenta, menos de 21 dias | 3, ou 4 com outro fator de risco para trombose | 1 | 1 | 1 | ||
Não amamenta, 21 a 42 dias | 2, ou 3 com fator de risco | 1 | 1 | 1 | ||
Mais de 42 dias | 1 | 1 | 1 | 1 | ||
Tabagismo, menos de 35 anos | 2 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 |
Tabagismo, 35 anos ou mais, menos de 15 cigarros | 3 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 |
Tabagismo, 35 anos ou mais, 15 cigarros ou mais | 4 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 |
Obesidade, IMC 30 ou mais | 2 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 |
Hipertensão controlada, com PA aferível | 3 | 1 | 2 | 1 | 1 | 1 |
PA 140 a 159 ou 90 a 99 | 3 | 1 | 2 | 1 | 1 | 1 |
PA 160 ou mais, ou 100 ou mais | 4 | 2 | 3 | 2 | 1 | 2 |
Doença vascular | 4 | 2 | 3 | 2 | 1 | 2 |
Múltiplos fatores de risco cardiovascular | 3 ou 4 | 2 | 3 | 2 | 1 | 2 |
História de TVP ou TEP | 4 | 2 | 2 | 2 | 1 | 2 |
TVP ou TEP aguda | 4 | 3 | 3 | 3 | 1 | 3 |
Trombofilia conhecida | 4 | 2 | 2 | 2 | 1 | 2 |
Cirurgia de grande porte com imobilização | 4 | 2 | 2 | 2 | 1 | 2 |
Doença coronariana atual ou prévia | 4 | 2 iniciar, 3 continuar | 3 | 2 iniciar, 3 continuar | 1 | 2 iniciar, 3 continuar |
AVC prévio | 4 | 2 iniciar, 3 continuar | 3 | 2 iniciar, 3 continuar | 1 | 2 |
Valvopatia complicada | 4 | 1 | 1 | 1 | 2 | 2 |
Lúpus com anticorpo antifosfolípide positivo ou desconhecido | 4 | 3 | 3 | 3 | 1 | 3 |
Enxaqueca sem aura, menos de 35 anos | 2 iniciar, 3 continuar | 1 | 2 | 2 | 1 | 2 |
Enxaqueca sem aura, 35 anos ou mais | 3 iniciar, 4 continuar | 1 | 2 | 2 | 1 | 2 |
Enxaqueca com aura, qualquer idade | 4 | 2 iniciar, 3 continuar | 2 iniciar, 3 continuar | 2 iniciar, 3 continuar | 1 | 2 |
Sangramento vaginal inexplicado, antes da avaliação | 2 | 2 | 3 | 3 | 4 iniciar, 2 continuar | 4 iniciar, 2 continuar |
Câncer de colo do útero | 2 | 1 | 2 | 2 | 4 iniciar, 2 continuar | 4 iniciar, 2 continuar |
Câncer de mama atual | 4 | 4 | 4 | 4 | 1 | 4 |
Doença trofoblástica com beta-hCG persistente | 1 | 1 | 1 | 1 | 4 | 4 |
Sepse puerperal | 4 | 4 | ||||
Aborto séptico imediato | 1 | 1 | 1 | 1 | 4 | 4 |
Menarca a menos de 20 anos | 1 | 1 | 2 | 1 | 2 | 2 |
Nulípara | 1 | 1 | 1 | 1 | 2 | 2 |
Três padrões para memorizar em vez da tabela inteira:
Tudo que é trombose ou vascular é categoria 4 para o combinado, e quase sempre 1 para o DIU de cobre. O estrogênio é o problema; o cobre não tem hormônio.
Câncer de mama atual é 4 para todo método hormonal, inclusive o DIU de levonorgestrel, e 1 para o DIU de cobre.
O DIU, de cobre ou hormonal, é 4 quando há infecção ou suspeita de doença no útero: sepse puerperal, aborto séptico, câncer de colo antes do tratamento, sangramento inexplicado antes da avaliação, doença trofoblástica em atividade.
DIU e implante no pós-parto: a regra nova de 2026
A Nota Técnica Conjunta nº 31/2026 definiu os momentos de inserção nas maternidades do SUS, com base nos critérios da OMS:
Método | Momento | Categoria |
|---|---|---|
DIU, cobre ou hormonal | Até 10 minutos após a dequitação da placenta, ou até 48 horas após o parto, vaginal ou cesariana | 1 |
DIU | Entre 48 horas e 4 semanas após o parto | 3: não é o momento |
DIU | A partir de 4 semanas | 1 |
DIU | Sepse puerperal | 4 |
Implante | A partir de 24 horas após o parto | 2 entre 48 horas e 4 semanas |
Implante | Pós-abortamento | 1, imediato |
DIU | Pós-abortamento, exceto séptico | 1 |
A janela do DIU é o detalhe que mais cai: ou nos primeiros 10 minutos a 48 horas, ou depois de 4 semanas. No meio, o risco de expulsão é maior e a categoria é 3.
Como cai na prova
O que a banca pergunta | A resposta pela OMS e pelo SUS |
|---|---|
Mulher de 38 anos, 20 cigarros por dia, pede pílula | Combinado é categoria 4; oferecer progestagênio isolado, implante ou DIU |
Enxaqueca com aura | Combinado contraindicado em qualquer idade |
História de TVP | Combinado 4; DIU de cobre 1 |
Câncer de mama em tratamento | Só DIU de cobre |
Puérpera amamentando, 3 semanas | Combinado 4; progestagênio ou implante liberados |
DIU no pós-parto, 10 dias | Categoria 3: esperar 4 semanas |
Método mais eficaz do SUS | Implante, falha de 0,05% ao ano |
Adolescente de 13 anos pede contraceptivo | Prescrever conforme elegibilidade, com sigilo, não é ato ilícito |
DIU hormonal pelo SUS | Não está na distribuição regular |
Questão no estilo do Inep
Mulher de 36 anos, tabagista de 20 cigarros por dia, hipertensa controlada com losartana, com PA de 128 por 82 mmHg na consulta, procura a unidade básica para iniciar contracepção. Nega outras comorbidades. Qual a melhor opção?
A) Contraceptivo oral combinado de baixa dose, pelo bom controle pressórico. B) Injetável mensal combinado. C) DIU de cobre ou implante de etonogestrel. D) Nenhum método hormonal nem intrauterino; orientar apenas preservativo.
Resposta: C.
Tabagismo de 15 cigarros ou mais por dia a partir dos 35 anos é categoria 4 para qualquer combinado, oral ou injetável, o que descarta A e B, mesmo com a pressão controlada. A hipertensão controlada, por sua vez, é categoria 3 para o combinado, o que reforça a contraindicação. O DIU de cobre é categoria 1 para tabagismo e para hipertensão controlada, e o implante é categoria 1 para ambos. A alternativa D nega à paciente métodos seguros e eficazes que o SUS oferece.
Perguntas frequentes
Quais métodos contraceptivos o SUS oferece?
O SUS oferece o implante?
O que são as categorias da OMS?
Quando o anticoncepcional combinado é contraindicado?
Quem teve trombose pode usar qual método?
Quando inserir o DIU depois do parto?
Enfermeiro pode inserir DIU?
Adolescente pode receber contraceptivo sem os pais?
Confira sempre os critérios da OMS e as notas técnicas vigentes do Ministério da Saúde antes de decisões clínicas. Quer estudar ginecologia pelas regras que a banca cobra? Conheça a preparação do Mundo Revalida.
O que o SUS oferece
Segundo a Nota Técnica nº 419/2025 do Ministério da Saúde, os métodos distribuídos pelo SUS são: preservativo externo e interno, contraceptivo oral combinado, pílula só de progestagênio, injetáveis mensal e trimestral, laqueadura tubária, vasectomia, DIU de cobre T380A e, desde a Portaria SECTICS nº 48, de julho de 2025, o implante subdérmico de etonogestrel 68 mg, para mulheres de 14 a 49 anos, com oferta prioritária na atenção primária.
Repare no que não está na lista: o DIU hormonal não faz parte da distribuição regular. É pegadinha frequente.
A nota também define quem pode inserir: médicos e enfermeiros habilitados inserem e retiram DIU e implante, e a prescrição de contraceptivo para adolescente, inclusive menor de 14 anos, feita conforme os critérios de elegibilidade, não configura ato ilícito. O sigilo do atendimento da adolescente é a regra, quebrada só em risco à vida ou à integridade.

Resumo visual do tema. Fonte: OMS, critérios médicos de elegibilidade para uso de contraceptivos, 6ª edição, 2025; Notas Técnicas 419/2025 e 31/2026 do Ministério da Saúde.
Por que o SUS apostou nos LARC
A nota traz as taxas de falha em uso típico que a prova gosta de cobrar:
Método | Falha em uso típico |
|---|---|
Preservativo externo | até 18% |
Pílula | até 9% |
Laqueadura | 0,3% |
DIU de cobre | 0,2% ao ano |
Implante de etonogestrel | 0,05% ao ano |
O implante é mais eficaz que a laqueadura. Isso aparece em questão como comparação direta. O implante dura até três anos.
As quatro categorias da OMS
Toda condição clínica recebe uma categoria para cada método:
Categoria 1: sem restrição.
Categoria 2: as vantagens superam os riscos; pode usar, com acompanhamento.
Categoria 3: os riscos superam as vantagens; em geral não usar, salvo sem alternativa e com acompanhamento rigoroso.
Categoria 4: risco inaceitável; não usar.
Na prova, a pergunta costuma ser "qual método é contraindicado", e a resposta está nas categorias 4 do contraceptivo combinado, que é o método com mais restrições.
A tabela que resolve a maioria das questões
Transcrita da 6ª edição da OMS, 2025. COC é o contraceptivo oral combinado, e vale também para adesivo e anel. POP é a pílula só de progestagênio. DMPA é o injetável trimestral.
Condição | COC | POP | DMPA | Implante | DIU cobre | DIU LNG |
|---|---|---|---|---|---|---|
Amamentando, menos de 6 semanas | 4 | 2 | 2 | 2 | ||
Amamentando, 6 semanas a 6 meses | 3 | 1 | 1 | 1 | ||
Amamentando, 6 meses ou mais | 2 | 1 | 1 | 1 | ||
Não amamenta, menos de 21 dias | 3, ou 4 com outro fator de risco para trombose | 1 | 1 | 1 | ||
Não amamenta, 21 a 42 dias | 2, ou 3 com fator de risco | 1 | 1 | 1 | ||
Mais de 42 dias | 1 | 1 | 1 | 1 | ||
Tabagismo, menos de 35 anos | 2 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 |
Tabagismo, 35 anos ou mais, menos de 15 cigarros | 3 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 |
Tabagismo, 35 anos ou mais, 15 cigarros ou mais | 4 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 |
Obesidade, IMC 30 ou mais | 2 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 |
Hipertensão controlada, com PA aferível | 3 | 1 | 2 | 1 | 1 | 1 |
PA 140 a 159 ou 90 a 99 | 3 | 1 | 2 | 1 | 1 | 1 |
PA 160 ou mais, ou 100 ou mais | 4 | 2 | 3 | 2 | 1 | 2 |
Doença vascular | 4 | 2 | 3 | 2 | 1 | 2 |
Múltiplos fatores de risco cardiovascular | 3 ou 4 | 2 | 3 | 2 | 1 | 2 |
História de TVP ou TEP | 4 | 2 | 2 | 2 | 1 | 2 |
TVP ou TEP aguda | 4 | 3 | 3 | 3 | 1 | 3 |
Trombofilia conhecida | 4 | 2 | 2 | 2 | 1 | 2 |
Cirurgia de grande porte com imobilização | 4 | 2 | 2 | 2 | 1 | 2 |
Doença coronariana atual ou prévia | 4 | 2 iniciar, 3 continuar | 3 | 2 iniciar, 3 continuar | 1 | 2 iniciar, 3 continuar |
AVC prévio | 4 | 2 iniciar, 3 continuar | 3 | 2 iniciar, 3 continuar | 1 | 2 |
Valvopatia complicada | 4 | 1 | 1 | 1 | 2 | 2 |
Lúpus com anticorpo antifosfolípide positivo ou desconhecido | 4 | 3 | 3 | 3 | 1 | 3 |
Enxaqueca sem aura, menos de 35 anos | 2 iniciar, 3 continuar | 1 | 2 | 2 | 1 | 2 |
Enxaqueca sem aura, 35 anos ou mais | 3 iniciar, 4 continuar | 1 | 2 | 2 | 1 | 2 |
Enxaqueca com aura, qualquer idade | 4 | 2 iniciar, 3 continuar | 2 iniciar, 3 continuar | 2 iniciar, 3 continuar | 1 | 2 |
Sangramento vaginal inexplicado, antes da avaliação | 2 | 2 | 3 | 3 | 4 iniciar, 2 continuar | 4 iniciar, 2 continuar |
Câncer de colo do útero | 2 | 1 | 2 | 2 | 4 iniciar, 2 continuar | 4 iniciar, 2 continuar |
Câncer de mama atual | 4 | 4 | 4 | 4 | 1 | 4 |
Doença trofoblástica com beta-hCG persistente | 1 | 1 | 1 | 1 | 4 | 4 |
Sepse puerperal | 4 | 4 | ||||
Aborto séptico imediato | 1 | 1 | 1 | 1 | 4 | 4 |
Menarca a menos de 20 anos | 1 | 1 | 2 | 1 | 2 | 2 |
Nulípara | 1 | 1 | 1 | 1 | 2 | 2 |
Três padrões para memorizar em vez da tabela inteira:
Tudo que é trombose ou vascular é categoria 4 para o combinado, e quase sempre 1 para o DIU de cobre. O estrogênio é o problema; o cobre não tem hormônio.
Câncer de mama atual é 4 para todo método hormonal, inclusive o DIU de levonorgestrel, e 1 para o DIU de cobre.
O DIU, de cobre ou hormonal, é 4 quando há infecção ou suspeita de doença no útero: sepse puerperal, aborto séptico, câncer de colo antes do tratamento, sangramento inexplicado antes da avaliação, doença trofoblástica em atividade.
DIU e implante no pós-parto: a regra nova de 2026
A Nota Técnica Conjunta nº 31/2026 definiu os momentos de inserção nas maternidades do SUS, com base nos critérios da OMS:
Método | Momento | Categoria |
|---|---|---|
DIU, cobre ou hormonal | Até 10 minutos após a dequitação da placenta, ou até 48 horas após o parto, vaginal ou cesariana | 1 |
DIU | Entre 48 horas e 4 semanas após o parto | 3: não é o momento |
DIU | A partir de 4 semanas | 1 |
DIU | Sepse puerperal | 4 |
Implante | A partir de 24 horas após o parto | 2 entre 48 horas e 4 semanas |
Implante | Pós-abortamento | 1, imediato |
DIU | Pós-abortamento, exceto séptico | 1 |
A janela do DIU é o detalhe que mais cai: ou nos primeiros 10 minutos a 48 horas, ou depois de 4 semanas. No meio, o risco de expulsão é maior e a categoria é 3.
Como cai na prova
O que a banca pergunta | A resposta pela OMS e pelo SUS |
|---|---|
Mulher de 38 anos, 20 cigarros por dia, pede pílula | Combinado é categoria 4; oferecer progestagênio isolado, implante ou DIU |
Enxaqueca com aura | Combinado contraindicado em qualquer idade |
História de TVP | Combinado 4; DIU de cobre 1 |
Câncer de mama em tratamento | Só DIU de cobre |
Puérpera amamentando, 3 semanas | Combinado 4; progestagênio ou implante liberados |
DIU no pós-parto, 10 dias | Categoria 3: esperar 4 semanas |
Método mais eficaz do SUS | Implante, falha de 0,05% ao ano |
Adolescente de 13 anos pede contraceptivo | Prescrever conforme elegibilidade, com sigilo, não é ato ilícito |
DIU hormonal pelo SUS | Não está na distribuição regular |
Questão no estilo do Inep
Mulher de 36 anos, tabagista de 20 cigarros por dia, hipertensa controlada com losartana, com PA de 128 por 82 mmHg na consulta, procura a unidade básica para iniciar contracepção. Nega outras comorbidades. Qual a melhor opção?
A) Contraceptivo oral combinado de baixa dose, pelo bom controle pressórico. B) Injetável mensal combinado. C) DIU de cobre ou implante de etonogestrel. D) Nenhum método hormonal nem intrauterino; orientar apenas preservativo.
Resposta: C.
Tabagismo de 15 cigarros ou mais por dia a partir dos 35 anos é categoria 4 para qualquer combinado, oral ou injetável, o que descarta A e B, mesmo com a pressão controlada. A hipertensão controlada, por sua vez, é categoria 3 para o combinado, o que reforça a contraindicação. O DIU de cobre é categoria 1 para tabagismo e para hipertensão controlada, e o implante é categoria 1 para ambos. A alternativa D nega à paciente métodos seguros e eficazes que o SUS oferece.
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Quais métodos contraceptivos o SUS oferece?
O SUS oferece o implante?
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