Hipertensão arterial no Revalida: o que mudou na diretriz de 2025
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Hipertensão arterial no Revalida: o que mudou na diretriz de 2025
10 Minutos
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Educacional
Hipertensão arterial é um dos temas mais cobrados de clínica médica no Revalida, e a Diretriz Brasileira de 2025 mudou três coisas que a prova pergunta direto: a classificação, com a volta da pré-hipertensão; a meta, que passou a ser menor que 130 por 80 para todos; e o início do tratamento, que agora prefere a combinação de dois fármacos em comprimido único. Veja o que a diretriz define e como isso cai na prova.
Hipertensão arterial é um dos temas mais cobrados de clínica médica no Revalida, e a Diretriz Brasileira de 2025 mudou três coisas que a prova pergunta direto: a classificação, com a volta da pré-hipertensão; a meta, que passou a ser menor que 130 por 80 para todos; e o início do tratamento, que agora prefere a combinação de dois fármacos em comprimido único. Veja o que a diretriz define e como isso cai na prova.
Por que a diretriz de 2025 muda a sua resposta
A diretriz anterior, de 2020, dividia a pressão em ótima, normal e pré-hipertensão, com metas que variavam pelo risco. A de 2025, publicada em conjunto pela SBC, pela SBH e pela SBN, simplificou em duas direções: menos categorias abaixo de 140 por 90 e uma meta única. Para o Revalida, que cobra a referência brasileira, é essa diretriz que vale. Veja os temas mais cobrados de clínica médica para o peso da área.

Resumo visual do tema. Fonte: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, SBC, SBH e SBN.
Classificação no consultório, a partir de 18 anos
Classificação | PAS, mmHg | PAD, mmHg | |
|---|---|---|---|
PA normal | menor que 120 | e | menor que 80 |
Pré-hipertensão | 120 a 139 | e/ou | 80 a 89 |
Hipertensão estágio 1 | 140 a 159 | e/ou | 90 a 99 |
Hipertensão estágio 2 | 160 a 179 | e/ou | 100 a 109 |
Hipertensão estágio 3 | 180 ou mais | e/ou | 110 ou mais |
Classifica-se pelo valor mais alto, sistólico ou diastólico. Hipertensão sistólica isolada, com PAS de 140 ou mais e PAD abaixo de 90, recebe o estágio da sistólica; a diastólica isolada, o da diastólica.
A categoria "pré-hipertensão" de 120 a 139 ou 80 a 89 voltou com um objetivo explícito: identificar cedo quem está em risco e intervir com medidas não medicamentosas.
Diagnóstico
em duas ocasiões diferentes
Medida | Hipertensão |
|---|---|
MAPA 24 horas | 130 ou 80 ou mais |
MAPA vigília | 135 ou 85 ou mais |
MAPA sono | 120 ou 70 ou mais |
MRPA | 130 ou 80 ou mais |
Esses valores também servem para reconhecer a hipertensão do avental branco, alta só no consultório, e a mascarada, normal no consultório e alta fora dele.
Avaliação e risco
escore PREVENT
Rastrear causa secundária quando houver indício. As que mais caem:
Causa | Pista clínica | Rastreamento |
|---|---|---|
Doença renal parenquimatosa | Edema, anemia, creatinina alta, sedimento alterado | Creatinina, TFG, urina, albuminúria, USG renal |
Estenose de artéria renal | Início súbito antes dos 30 ou depois dos 55, resistente, sopro abdominal, EAP súbito, piora renal com IECA ou BRA, rins assimétricos | Doppler renal, angio-RM ou angio-TC |
Apneia obstrutiva do sono | Ronco, pausas, sonolência diurna, nictúria, cefaleia matinal | Polissonografia |
Coarctação de aorta | Pulsos de membros inferiores fracos, PAS 10 mmHg maior nos braços, sopro interescapular | Ecocardiograma, angio-RM de aorta |
Hiperaldosteronismo primário | Resistente, hipocalemia, nódulo adrenal | Aldosterona e renina, testes confirmatórios |
Feocromocitoma | Paroxismos com cefaleia, sudorese e palpitação | Metanefrinas plasmáticas ou urinárias |
Hipotireoidismo | Fadiga, ganho de peso | TSH e T4 livre |
Quando começar o tratamento
Pressão | Conduta |
|---|---|
120 por 80 ou mais | Medidas não medicamentosas para todos |
130 a 139 por 80 a 89 com risco cardiovascular alto | Medidas por 3 meses; se não atingir a meta, medicamento |
140 por 90 ou mais | Medicamento |
A meta: menor que 130 por 80, para todos
Esta é a mudança mais cobrada. A meta é menor que 130 por 80 mmHg para quem tem hipertensão, seja o risco baixo, moderado ou alto, e também para quem está em 130 a 139 por 80 a 89 com risco alto. Vale para coronariopatas, diabéticos, doença renal crônica, obesos, AVC prévio, insuficiência cardíaca, resistentes e a maioria dos idosos. Quem não tolera a meta reduz até o menor valor tolerado. A meta se confirma com MAPA ou MRPA.
Medidas não medicamentosas
Perda de peso com IMC alvo abaixo de 25; redução de sódio para menos de 2 g por dia, o equivalente a 5 g de sal, uma colher de chá; aumento de potássio na dieta, exceto na doença renal crônica; dieta DASH; pelo menos 150 minutos por semana de atividade aeróbica moderada ou 75 de vigorosa, com fortalecimento muscular duas vezes por semana; baixo consumo de álcool; não fumar; controle do estresse.
Como tratar: combinação dupla em comprimido único
A diretriz recomenda, para a maioria, iniciar com dois medicamentos em dose baixa, de preferência em comprimido único. As classes preferenciais são três: diurético tiazídico ou similar, IECA ou BRA, e bloqueador de canal de cálcio. O esquema típico é IECA ou BRA mais BCC e/ou diurético.
Betabloqueador
Monoterapia
Rever a cada 4 semanas até a meta, checar adesão sempre e combater a inércia terapêutica.
Hipertensão resistente e refratária
Resistente é a pressão acima da meta com três classes em doses máximas toleradas, de preferência tiazídico, IECA ou BRA e BCC de ação prolongada, por pelo menos 30 a 60 dias, afastada a pseudorresistência. Também é resistente quem precisa de quatro ou mais fármacos para controlar. Refratária é a que não controla nem com cinco ou mais, incluindo espironolactona.
espironolactona
Crise hipertensiva
A diretriz divide pela presença de lesão aguda de órgão-alvo.
Elevação importante da pressão sem lesão aguda
Emergência hipertensiva
Fármacos intravenosos da diretriz: nitroprussiato de sódio para a maioria das emergências; nitroglicerina na insuficiência coronariana e no edema agudo de pulmão; metoprolol e esmolol na dissecção de aorta e na insuficiência coronariana; hidralazina na eclâmpsia; fentolamina no excesso de catecolaminas.
Como cai na prova
O que a banca pergunta | A resposta pela diretriz de 2025 |
|---|---|
PA de 135 por 85 | Pré-hipertensão |
PA de 165 por 92 | Estágio 2, pelo valor mais alto |
Meta de um hipertenso de baixo risco | Menor que 130 por 80 |
Meta de um idoso de 72 anos sem fragilidade | Menor que 130 por 80 |
Como iniciar o tratamento no estágio 2 | Dois fármacos em dose baixa, comprimido único |
Classes de primeira linha | Tiazídico, IECA ou BRA, BCC |
Betabloqueador como primeira escolha | Só com indicação específica |
Quarto fármaco na resistente | Espironolactona |
PA de 200 por 120 sem sintomas nem lesão aguda | Ajuste oral e reavaliação em 1 a 7 dias |
PA de 200 por 120 com edema agudo de pulmão | UTI, nitroglicerina IV, reduzir 25% na primeira hora |
Hipertenso jovem com hipocalemia | Investigar hiperaldosteronismo primário |
Questão no estilo do Inep
Homem de 58 anos, sem comorbidades, com PA de 152 por 94 mmHg em duas consultas, risco cardiovascular alto pelo escore PREVENT, sem lesão de órgão-alvo. Qual a conduta inicial de acordo com a Diretriz Brasileira de 2025?
A) Medidas não medicamentosas por 3 meses e reavaliar. B) Monoterapia com IECA, com meta de PA abaixo de 140 por 90. C) Associação de IECA ou BRA com bloqueador de canal de cálcio ou diurético tiazídico, em dose baixa e comprimido único, com meta abaixo de 130 por 80. D) Betabloqueador em monoterapia, pela idade.
Resposta: C.
Pressão de 140 por 90 ou mais indica tratamento medicamentoso desde o início, somado às medidas não medicamentosas, o que descarta a alternativa A, que seria a conduta para 130 a 139 por 80 a 89 com risco alto. No estágio 1 de risco moderado ou alto, a diretriz recomenda associação de dois fármacos das classes preferenciais, em dose baixa e comprimido único, e a meta é menor que 130 por 80 para todos os hipertensos, o que descarta a B pela estratégia e pela meta. Betabloqueador só entra em indicação específica, que a questão não traz, o que descarta a D.
Perguntas frequentes
Como é a classificação da pressão arterial na diretriz de 2025?
Qual a meta de pressão arterial?
Quando começar o remédio?
Como iniciar o tratamento?
Quando usar betabloqueador?
O que é hipertensão resistente?
Qual a diferença entre urgência e emergência hipertensiva?
Quais os limiares de MAPA e MRPA?
Confira sempre a Diretriz Brasileira de Hipertensão vigente antes de decisões clínicas. Quer estudar clínica médica pela diretriz que a banca cobra? Conheça a preparação do Mundo Revalida.
Por que a diretriz de 2025 muda a sua resposta
A diretriz anterior, de 2020, dividia a pressão em ótima, normal e pré-hipertensão, com metas que variavam pelo risco. A de 2025, publicada em conjunto pela SBC, pela SBH e pela SBN, simplificou em duas direções: menos categorias abaixo de 140 por 90 e uma meta única. Para o Revalida, que cobra a referência brasileira, é essa diretriz que vale. Veja os temas mais cobrados de clínica médica para o peso da área.

Resumo visual do tema. Fonte: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, SBC, SBH e SBN.
Classificação no consultório, a partir de 18 anos
Classificação | PAS, mmHg | PAD, mmHg | |
|---|---|---|---|
PA normal | menor que 120 | e | menor que 80 |
Pré-hipertensão | 120 a 139 | e/ou | 80 a 89 |
Hipertensão estágio 1 | 140 a 159 | e/ou | 90 a 99 |
Hipertensão estágio 2 | 160 a 179 | e/ou | 100 a 109 |
Hipertensão estágio 3 | 180 ou mais | e/ou | 110 ou mais |
Classifica-se pelo valor mais alto, sistólico ou diastólico. Hipertensão sistólica isolada, com PAS de 140 ou mais e PAD abaixo de 90, recebe o estágio da sistólica; a diastólica isolada, o da diastólica.
A categoria "pré-hipertensão" de 120 a 139 ou 80 a 89 voltou com um objetivo explícito: identificar cedo quem está em risco e intervir com medidas não medicamentosas.
Diagnóstico
em duas ocasiões diferentes
Medida | Hipertensão |
|---|---|
MAPA 24 horas | 130 ou 80 ou mais |
MAPA vigília | 135 ou 85 ou mais |
MAPA sono | 120 ou 70 ou mais |
MRPA | 130 ou 80 ou mais |
Esses valores também servem para reconhecer a hipertensão do avental branco, alta só no consultório, e a mascarada, normal no consultório e alta fora dele.
Avaliação e risco
escore PREVENT
Rastrear causa secundária quando houver indício. As que mais caem:
Causa | Pista clínica | Rastreamento |
|---|---|---|
Doença renal parenquimatosa | Edema, anemia, creatinina alta, sedimento alterado | Creatinina, TFG, urina, albuminúria, USG renal |
Estenose de artéria renal | Início súbito antes dos 30 ou depois dos 55, resistente, sopro abdominal, EAP súbito, piora renal com IECA ou BRA, rins assimétricos | Doppler renal, angio-RM ou angio-TC |
Apneia obstrutiva do sono | Ronco, pausas, sonolência diurna, nictúria, cefaleia matinal | Polissonografia |
Coarctação de aorta | Pulsos de membros inferiores fracos, PAS 10 mmHg maior nos braços, sopro interescapular | Ecocardiograma, angio-RM de aorta |
Hiperaldosteronismo primário | Resistente, hipocalemia, nódulo adrenal | Aldosterona e renina, testes confirmatórios |
Feocromocitoma | Paroxismos com cefaleia, sudorese e palpitação | Metanefrinas plasmáticas ou urinárias |
Hipotireoidismo | Fadiga, ganho de peso | TSH e T4 livre |
Quando começar o tratamento
Pressão | Conduta |
|---|---|
120 por 80 ou mais | Medidas não medicamentosas para todos |
130 a 139 por 80 a 89 com risco cardiovascular alto | Medidas por 3 meses; se não atingir a meta, medicamento |
140 por 90 ou mais | Medicamento |
A meta: menor que 130 por 80, para todos
Esta é a mudança mais cobrada. A meta é menor que 130 por 80 mmHg para quem tem hipertensão, seja o risco baixo, moderado ou alto, e também para quem está em 130 a 139 por 80 a 89 com risco alto. Vale para coronariopatas, diabéticos, doença renal crônica, obesos, AVC prévio, insuficiência cardíaca, resistentes e a maioria dos idosos. Quem não tolera a meta reduz até o menor valor tolerado. A meta se confirma com MAPA ou MRPA.
Medidas não medicamentosas
Perda de peso com IMC alvo abaixo de 25; redução de sódio para menos de 2 g por dia, o equivalente a 5 g de sal, uma colher de chá; aumento de potássio na dieta, exceto na doença renal crônica; dieta DASH; pelo menos 150 minutos por semana de atividade aeróbica moderada ou 75 de vigorosa, com fortalecimento muscular duas vezes por semana; baixo consumo de álcool; não fumar; controle do estresse.
Como tratar: combinação dupla em comprimido único
A diretriz recomenda, para a maioria, iniciar com dois medicamentos em dose baixa, de preferência em comprimido único. As classes preferenciais são três: diurético tiazídico ou similar, IECA ou BRA, e bloqueador de canal de cálcio. O esquema típico é IECA ou BRA mais BCC e/ou diurético.
Betabloqueador
Monoterapia
Rever a cada 4 semanas até a meta, checar adesão sempre e combater a inércia terapêutica.
Hipertensão resistente e refratária
Resistente é a pressão acima da meta com três classes em doses máximas toleradas, de preferência tiazídico, IECA ou BRA e BCC de ação prolongada, por pelo menos 30 a 60 dias, afastada a pseudorresistência. Também é resistente quem precisa de quatro ou mais fármacos para controlar. Refratária é a que não controla nem com cinco ou mais, incluindo espironolactona.
espironolactona
Crise hipertensiva
A diretriz divide pela presença de lesão aguda de órgão-alvo.
Elevação importante da pressão sem lesão aguda
Emergência hipertensiva
Fármacos intravenosos da diretriz: nitroprussiato de sódio para a maioria das emergências; nitroglicerina na insuficiência coronariana e no edema agudo de pulmão; metoprolol e esmolol na dissecção de aorta e na insuficiência coronariana; hidralazina na eclâmpsia; fentolamina no excesso de catecolaminas.
Como cai na prova
O que a banca pergunta | A resposta pela diretriz de 2025 |
|---|---|
PA de 135 por 85 | Pré-hipertensão |
PA de 165 por 92 | Estágio 2, pelo valor mais alto |
Meta de um hipertenso de baixo risco | Menor que 130 por 80 |
Meta de um idoso de 72 anos sem fragilidade | Menor que 130 por 80 |
Como iniciar o tratamento no estágio 2 | Dois fármacos em dose baixa, comprimido único |
Classes de primeira linha | Tiazídico, IECA ou BRA, BCC |
Betabloqueador como primeira escolha | Só com indicação específica |
Quarto fármaco na resistente | Espironolactona |
PA de 200 por 120 sem sintomas nem lesão aguda | Ajuste oral e reavaliação em 1 a 7 dias |
PA de 200 por 120 com edema agudo de pulmão | UTI, nitroglicerina IV, reduzir 25% na primeira hora |
Hipertenso jovem com hipocalemia | Investigar hiperaldosteronismo primário |
Questão no estilo do Inep
Homem de 58 anos, sem comorbidades, com PA de 152 por 94 mmHg em duas consultas, risco cardiovascular alto pelo escore PREVENT, sem lesão de órgão-alvo. Qual a conduta inicial de acordo com a Diretriz Brasileira de 2025?
A) Medidas não medicamentosas por 3 meses e reavaliar. B) Monoterapia com IECA, com meta de PA abaixo de 140 por 90. C) Associação de IECA ou BRA com bloqueador de canal de cálcio ou diurético tiazídico, em dose baixa e comprimido único, com meta abaixo de 130 por 80. D) Betabloqueador em monoterapia, pela idade.
Resposta: C.
Pressão de 140 por 90 ou mais indica tratamento medicamentoso desde o início, somado às medidas não medicamentosas, o que descarta a alternativa A, que seria a conduta para 130 a 139 por 80 a 89 com risco alto. No estágio 1 de risco moderado ou alto, a diretriz recomenda associação de dois fármacos das classes preferenciais, em dose baixa e comprimido único, e a meta é menor que 130 por 80 para todos os hipertensos, o que descarta a B pela estratégia e pela meta. Betabloqueador só entra em indicação específica, que a questão não traz, o que descarta a D.
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