Dengue no Revalida: grupos A, B, C e D do manual do MS 2024

Dengue no Revalida: grupos A, B, C e D do manual do MS 2024

Dengue no Revalida: grupos A, B, C e D do manual do MS 2024

10 Minutos

10 Minutos

Educacional

Dengue é a doença que o Brasil mais notifica e a que o Revalida mais usa para testar raciocínio de gravidade: a banca dá febre, um sinal de alarme escondido no meio do enunciado e pergunta o grupo e a hidratação. A 6ª edição do manual do Ministério da Saúde, de 2024, revisou os volumes de hidratação venosa e o manejo de idosos e cardiopatas. Veja o estadiamento completo, com os números que caem.

Dengue é a doença que o Brasil mais notifica e a que o Revalida mais usa para testar raciocínio de gravidade: a banca dá febre, um sinal de alarme escondido no meio do enunciado e pergunta o grupo e a hidratação. A 6ª edição do manual do Ministério da Saúde, de 2024, revisou os volumes de hidratação venosa e o manejo de idosos e cardiopatas. Veja o estadiamento completo, com os números que caem.

As três fases

Febril, com febre alta de início abrupto por 2 a 7 dias, cefaleia, dor retro-orbitária, mialgia, artralgia e exantema. Crítica, que começa com a queda da febre, entre o 3º e o 7º dia, quando aumenta a permeabilidade vascular e aparecem os sinais de alarme; o choque ocorre em geral no 4º ou 5º dia, precedido por eles, e dura 24 a 48 horas. Recuperação, com reabsorção do extravasado, quando a hiper-hidratação vira o risco.

Na criança, o quadro pode ser inespecífico, com sonolência, recusa alimentar, vômitos e diarreia, e o agravamento é súbito; abaixo de 2 anos, dor vira choro persistente e irritabilidade.


Resumo visual do tema. Fonte: Dengue: diagnóstico e manejo clínico, Ministério da Saúde, 6ª edição, 2024.

Os sinais de alarme

Decorrem do extravasamento plasmático e marcam o início da deterioração.

Sinais de alarme da dengue

Dor abdominal intensa, referida ou à palpação, e contínua

Vômitos persistentes

Acúmulo de líquidos: ascite, derrame pleural, derrame pericárdico

Hipotensão postural ou lipotimia

Hepatomegalia maior que 2 cm abaixo do rebordo costal

Sangramento de mucosa

Letargia ou irritabilidade

Aumento progressivo do hematócrito

Dengue grave

Três formas: choque por extravasamento, sangramento grave e disfunção grave de órgãos, como miocardite, hepatite com transaminases dez vezes acima do normal, encefalite e insuficiência renal.

Sinais de choque: taquicardia, extremidades frias, pulso fraco e filiforme, enchimento capilar acima de 2 segundos, pressão convergente abaixo de 20 mmHg, taquipneia, oligúria abaixo de 1,5 mL/kg/h; hipotensão e cianose são tardias. Em crianças até 10 anos, o percentil 5 da pressão sistólica é 70 + 2 × idade.

Os quatro grupos e a conduta

Grupo

Quem é

Onde fica

Hidratação

A

Suspeita sem sinal de alarme, sem comorbidade, grupo de risco ou condição especial

Casa, com retorno marcado

Oral

B

Sem sinal de alarme, mas com sangramento de pele espontâneo ou induzido pela prova do laço, ou condição especial, risco social ou comorbidade

Observação até o resultado do hemograma

Oral

C

Com sinal de alarme

Internação, mínimo 48 horas

Venosa

D

Com choque, sangramento grave ou disfunção grave de órgão

UTI, mínimo 48 horas

Venosa, expansão rápida

Condições especiais: lactentes abaixo de 24 meses, gestantes, adultos acima de 65 anos, hipertensão e outras doenças crônicas, como diabetes, asma, anemia falciforme, insuficiência cardíaca e uso de anticoagulantes.

Grupo A: hidratação oral e retorno no dia da defervescência

Hemograma a critério médico. Paracetamol ou dipirona; nunca salicilato, anti-inflamatório ou corticoide. Hidratação oral começa na sala de espera:

Paciente

Volume diário

Adulto

60 mL/kg/dia, 1/3 como SRO e 2/3 como líquidos caseiros; para 70 kg, 4,2 L, com 1,4 L nas primeiras 4 a 6 horas

Criança até 10 kg

130 mL/kg/dia

Criança de 10 a 20 kg

100 mL/kg/dia

Criança acima de 20 kg

80 mL/kg/dia

Manter durante todo o período febril e por 24 a 48 horas após a defervescência. Retorno agendado para o dia em que a febre cair, porque é o início da fase crítica; se não cair, no 5º dia. Notificar, orientar repelente e eliminação de criadouros. Exame específico não muda a conduta.

Grupo B: hemograma obrigatório, resultado em 2 a 4 horas

Hidratação oral como no A enquanto espera. Hematócrito normal: ambulatorial com reavaliação diária até 48 horas após a queda da febre. Hemoconcentração ou sinal de alarme: vira Grupo C.

A prova do laço: calcular a média da pressão, (PAS + PAD)/2, insuflar o manguito nesse valor por 5 minutos no adulto e 3 na criança, desenhar um quadrado de 2,5 cm no antebraço e contar petéquias. Positiva com 20 ou mais no adulto e 10 ou mais na criança. O manual de 2024 avisa que uma revisão da OPAS de 2022 mostrou baixo valor preditivo para gravidade e internação.

Grupo C: 10 mL/kg na primeira hora, em qualquer nível de atenção

Reposição começa imediatamente, mesmo sem exame e mesmo durante transferência: soro fisiológico 0,9%, 10 mL/kg na primeira hora. Reavaliar sinais vitais, pressão e diurese, desejável 1 mL/kg/h. Manter 10 mL/kg na segunda hora e dosar o hematócrito ao fim de 2 horas; cada fase de expansão tem no máximo 20 mL/kg em 2 horas, e pode ser repetida até três vezes. Com melhora, manutenção em duas etapas: 25 mL/kg em 6 horas, depois 25 mL/kg em 8 horas. Sem melhora, tratar como D.

Exames obrigatórios: hemograma, albumina e transaminases; radiografia de tórax e ultrassonografia de abdome, que é mais sensível para derrames. No idoso, vigiar sobrecarga: crepitação à ausculta é edema pulmonar.

Grupo D: 20 mL/kg em até 20 minutos

Expansão rápida com soro fisiológico 0,9%, 20 mL/kg em até 20 minutos, repetida até três vezes, em qualquer nível de complexidade. Reavaliação a cada 15 a 30 minutos e hematócrito a cada 2 horas. Melhorou: volta para a expansão do Grupo C.

Choque persistente com hematócrito subindo: albumina 0,5 a 1 g/kg, ou coloide sintético. Hematócrito caindo com choque: procurar hemorragia e avaliar coagulação; concentrado de hemácias 10 a 15 mL/kg se sangrar; plasma fresco 10 mL/kg, vitamina K e crioprecipitado se coagulopatia. Plaquetas só com sangramento persistente após correção dos fatores e do choque, ou trombocitopenia com INR acima de 1,5. Hematócrito caindo com choque resolvido e desconforto respiratório: hiper-hidratação, reduzir volume, diurético e inotrópico se preciso.

Parar ou reduzir a infusão ao mínimo quando: terminou o extravasamento, normalizaram pressão, pulso e perfusão, hematócrito caiu sem sangramento, diurese voltou e sintomas abdominais cederam.

Internar e dar alta

Internação: sinais de alarme ou gravidade (C e D), recusa de líquidos, comprometimento respiratório, impossibilidade de retorno por condição clínica ou social, comorbidade descompensada. Alta exige os cinco critérios: estabilidade hemodinâmica por 48 horas, sem febre por 24 horas, melhora clínica visível, hematócrito normal e estável por 24 horas, plaquetas em elevação.

Exames e notificação

Até o 5º dia de sintomas: NS1, RT-PCR ou isolamento viral. A partir do 6º: sorologia. Confirmação é obrigatória, mas não condiciona a conduta. Notificação na primeira unidade que atender.

Como cai na prova

O que a banca pergunta

A resposta pelo manual de 2024

Febre, mialgia, sem alarme, sem comorbidade

Grupo A, hidratação oral 60 mL/kg/dia, retorno quando a febre cair

Gestante com dengue sem alarme

Grupo B: hemograma e observação até o resultado

Dor abdominal contínua e vômitos persistentes

Grupo C: SF 10 mL/kg na 1ª hora, internar 48 h

Hipotensão, pulso filiforme, extremidades frias

Grupo D: SF 20 mL/kg em até 20 min, UTI

Analgésico permitido

Paracetamol ou dipirona; AAS e AINE proibidos

Prova do laço positiva

≥ 20 petéquias no adulto, ≥ 10 na criança, em 2,5 cm²

Choque persistente com hematócrito subindo

Albumina 0,5 a 1 g/kg

Quando transfundir plaquetas

Sangramento persistente após corrigir choque e coagulação, ou INR > 1,5 com plaquetopenia

Exame até o 5º dia

NS1 ou RT-PCR; sorologia a partir do 6º

Questão no estilo do Inep

Homem de 34 anos, 70 kg, sem comorbidades, no 4º dia de febre, apresenta hoje queda da temperatura, dor abdominal intensa e contínua e dois episódios de vômito. PA 110 por 70 mmHg, pulso cheio, enchimento capilar de 2 segundos, sem sangramentos. Qual a conduta imediata?

A) Grupo B: hemograma com resultado em até 4 horas e hidratação oral de 4,2 litros por dia enquanto aguarda. B) Grupo C: soro fisiológico 0,9%, 700 mL por via venosa na primeira hora, reavaliação clínica e hematócrito em 2 horas, com internação por no mínimo 48 horas. C) Grupo D: soro fisiológico 0,9%, 1.400 mL em 20 minutos e UTI. D) Grupo A: dipirona, hidratação oral e retorno no 5º dia.

Resposta: B.

Dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes são sinais de alarme, e a defervescência marca a entrada na fase crítica: é Grupo C. A conduta é reposição imediata com soro fisiológico 10 mL/kg na primeira hora, 700 mL para 70 kg, com reavaliação de sinais vitais e diurese após a primeira hora e hematócrito ao final de 2 horas, repetindo a fase até três vezes se preciso, e internação por pelo menos 48 horas. Não há sinal de choque, o que afasta o Grupo D e seus 20 mL/kg em 20 minutos; a presença de alarme afasta os grupos A e B.

Perguntas frequentes

Quais são os sinais de alarme da dengue?

O que diferencia os grupos A, B, C e D?

Quanto hidratar por via oral?

Qual a hidratação venosa no Grupo C?

E no Grupo D?

Pode usar anti-inflamatório na dengue?

Quando fazer o retorno do paciente do Grupo A?

Quais os critérios de alta?

Confira sempre o manual vigente do Ministério da Saúde antes de decisões clínicas. Quer estudar clínica médica pelos documentos que a banca usa? Conheça a preparação do Mundo Revalida.

As três fases

Febril, com febre alta de início abrupto por 2 a 7 dias, cefaleia, dor retro-orbitária, mialgia, artralgia e exantema. Crítica, que começa com a queda da febre, entre o 3º e o 7º dia, quando aumenta a permeabilidade vascular e aparecem os sinais de alarme; o choque ocorre em geral no 4º ou 5º dia, precedido por eles, e dura 24 a 48 horas. Recuperação, com reabsorção do extravasado, quando a hiper-hidratação vira o risco.

Na criança, o quadro pode ser inespecífico, com sonolência, recusa alimentar, vômitos e diarreia, e o agravamento é súbito; abaixo de 2 anos, dor vira choro persistente e irritabilidade.


Resumo visual do tema. Fonte: Dengue: diagnóstico e manejo clínico, Ministério da Saúde, 6ª edição, 2024.

Os sinais de alarme

Decorrem do extravasamento plasmático e marcam o início da deterioração.

Sinais de alarme da dengue

Dor abdominal intensa, referida ou à palpação, e contínua

Vômitos persistentes

Acúmulo de líquidos: ascite, derrame pleural, derrame pericárdico

Hipotensão postural ou lipotimia

Hepatomegalia maior que 2 cm abaixo do rebordo costal

Sangramento de mucosa

Letargia ou irritabilidade

Aumento progressivo do hematócrito

Dengue grave

Três formas: choque por extravasamento, sangramento grave e disfunção grave de órgãos, como miocardite, hepatite com transaminases dez vezes acima do normal, encefalite e insuficiência renal.

Sinais de choque: taquicardia, extremidades frias, pulso fraco e filiforme, enchimento capilar acima de 2 segundos, pressão convergente abaixo de 20 mmHg, taquipneia, oligúria abaixo de 1,5 mL/kg/h; hipotensão e cianose são tardias. Em crianças até 10 anos, o percentil 5 da pressão sistólica é 70 + 2 × idade.

Os quatro grupos e a conduta

Grupo

Quem é

Onde fica

Hidratação

A

Suspeita sem sinal de alarme, sem comorbidade, grupo de risco ou condição especial

Casa, com retorno marcado

Oral

B

Sem sinal de alarme, mas com sangramento de pele espontâneo ou induzido pela prova do laço, ou condição especial, risco social ou comorbidade

Observação até o resultado do hemograma

Oral

C

Com sinal de alarme

Internação, mínimo 48 horas

Venosa

D

Com choque, sangramento grave ou disfunção grave de órgão

UTI, mínimo 48 horas

Venosa, expansão rápida

Condições especiais: lactentes abaixo de 24 meses, gestantes, adultos acima de 65 anos, hipertensão e outras doenças crônicas, como diabetes, asma, anemia falciforme, insuficiência cardíaca e uso de anticoagulantes.

Grupo A: hidratação oral e retorno no dia da defervescência

Hemograma a critério médico. Paracetamol ou dipirona; nunca salicilato, anti-inflamatório ou corticoide. Hidratação oral começa na sala de espera:

Paciente

Volume diário

Adulto

60 mL/kg/dia, 1/3 como SRO e 2/3 como líquidos caseiros; para 70 kg, 4,2 L, com 1,4 L nas primeiras 4 a 6 horas

Criança até 10 kg

130 mL/kg/dia

Criança de 10 a 20 kg

100 mL/kg/dia

Criança acima de 20 kg

80 mL/kg/dia

Manter durante todo o período febril e por 24 a 48 horas após a defervescência. Retorno agendado para o dia em que a febre cair, porque é o início da fase crítica; se não cair, no 5º dia. Notificar, orientar repelente e eliminação de criadouros. Exame específico não muda a conduta.

Grupo B: hemograma obrigatório, resultado em 2 a 4 horas

Hidratação oral como no A enquanto espera. Hematócrito normal: ambulatorial com reavaliação diária até 48 horas após a queda da febre. Hemoconcentração ou sinal de alarme: vira Grupo C.

A prova do laço: calcular a média da pressão, (PAS + PAD)/2, insuflar o manguito nesse valor por 5 minutos no adulto e 3 na criança, desenhar um quadrado de 2,5 cm no antebraço e contar petéquias. Positiva com 20 ou mais no adulto e 10 ou mais na criança. O manual de 2024 avisa que uma revisão da OPAS de 2022 mostrou baixo valor preditivo para gravidade e internação.

Grupo C: 10 mL/kg na primeira hora, em qualquer nível de atenção

Reposição começa imediatamente, mesmo sem exame e mesmo durante transferência: soro fisiológico 0,9%, 10 mL/kg na primeira hora. Reavaliar sinais vitais, pressão e diurese, desejável 1 mL/kg/h. Manter 10 mL/kg na segunda hora e dosar o hematócrito ao fim de 2 horas; cada fase de expansão tem no máximo 20 mL/kg em 2 horas, e pode ser repetida até três vezes. Com melhora, manutenção em duas etapas: 25 mL/kg em 6 horas, depois 25 mL/kg em 8 horas. Sem melhora, tratar como D.

Exames obrigatórios: hemograma, albumina e transaminases; radiografia de tórax e ultrassonografia de abdome, que é mais sensível para derrames. No idoso, vigiar sobrecarga: crepitação à ausculta é edema pulmonar.

Grupo D: 20 mL/kg em até 20 minutos

Expansão rápida com soro fisiológico 0,9%, 20 mL/kg em até 20 minutos, repetida até três vezes, em qualquer nível de complexidade. Reavaliação a cada 15 a 30 minutos e hematócrito a cada 2 horas. Melhorou: volta para a expansão do Grupo C.

Choque persistente com hematócrito subindo: albumina 0,5 a 1 g/kg, ou coloide sintético. Hematócrito caindo com choque: procurar hemorragia e avaliar coagulação; concentrado de hemácias 10 a 15 mL/kg se sangrar; plasma fresco 10 mL/kg, vitamina K e crioprecipitado se coagulopatia. Plaquetas só com sangramento persistente após correção dos fatores e do choque, ou trombocitopenia com INR acima de 1,5. Hematócrito caindo com choque resolvido e desconforto respiratório: hiper-hidratação, reduzir volume, diurético e inotrópico se preciso.

Parar ou reduzir a infusão ao mínimo quando: terminou o extravasamento, normalizaram pressão, pulso e perfusão, hematócrito caiu sem sangramento, diurese voltou e sintomas abdominais cederam.

Internar e dar alta

Internação: sinais de alarme ou gravidade (C e D), recusa de líquidos, comprometimento respiratório, impossibilidade de retorno por condição clínica ou social, comorbidade descompensada. Alta exige os cinco critérios: estabilidade hemodinâmica por 48 horas, sem febre por 24 horas, melhora clínica visível, hematócrito normal e estável por 24 horas, plaquetas em elevação.

Exames e notificação

Até o 5º dia de sintomas: NS1, RT-PCR ou isolamento viral. A partir do 6º: sorologia. Confirmação é obrigatória, mas não condiciona a conduta. Notificação na primeira unidade que atender.

Como cai na prova

O que a banca pergunta

A resposta pelo manual de 2024

Febre, mialgia, sem alarme, sem comorbidade

Grupo A, hidratação oral 60 mL/kg/dia, retorno quando a febre cair

Gestante com dengue sem alarme

Grupo B: hemograma e observação até o resultado

Dor abdominal contínua e vômitos persistentes

Grupo C: SF 10 mL/kg na 1ª hora, internar 48 h

Hipotensão, pulso filiforme, extremidades frias

Grupo D: SF 20 mL/kg em até 20 min, UTI

Analgésico permitido

Paracetamol ou dipirona; AAS e AINE proibidos

Prova do laço positiva

≥ 20 petéquias no adulto, ≥ 10 na criança, em 2,5 cm²

Choque persistente com hematócrito subindo

Albumina 0,5 a 1 g/kg

Quando transfundir plaquetas

Sangramento persistente após corrigir choque e coagulação, ou INR > 1,5 com plaquetopenia

Exame até o 5º dia

NS1 ou RT-PCR; sorologia a partir do 6º

Questão no estilo do Inep

Homem de 34 anos, 70 kg, sem comorbidades, no 4º dia de febre, apresenta hoje queda da temperatura, dor abdominal intensa e contínua e dois episódios de vômito. PA 110 por 70 mmHg, pulso cheio, enchimento capilar de 2 segundos, sem sangramentos. Qual a conduta imediata?

A) Grupo B: hemograma com resultado em até 4 horas e hidratação oral de 4,2 litros por dia enquanto aguarda. B) Grupo C: soro fisiológico 0,9%, 700 mL por via venosa na primeira hora, reavaliação clínica e hematócrito em 2 horas, com internação por no mínimo 48 horas. C) Grupo D: soro fisiológico 0,9%, 1.400 mL em 20 minutos e UTI. D) Grupo A: dipirona, hidratação oral e retorno no 5º dia.

Resposta: B.

Dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes são sinais de alarme, e a defervescência marca a entrada na fase crítica: é Grupo C. A conduta é reposição imediata com soro fisiológico 10 mL/kg na primeira hora, 700 mL para 70 kg, com reavaliação de sinais vitais e diurese após a primeira hora e hematócrito ao final de 2 horas, repetindo a fase até três vezes se preciso, e internação por pelo menos 48 horas. Não há sinal de choque, o que afasta o Grupo D e seus 20 mL/kg em 20 minutos; a presença de alarme afasta os grupos A e B.

Perguntas frequentes

Quais são os sinais de alarme da dengue?

O que diferencia os grupos A, B, C e D?

Quanto hidratar por via oral?

Qual a hidratação venosa no Grupo C?

E no Grupo D?

Pode usar anti-inflamatório na dengue?

Quando fazer o retorno do paciente do Grupo A?

Quais os critérios de alta?

Confira sempre o manual vigente do Ministério da Saúde antes de decisões clínicas. Quer estudar clínica médica pelos documentos que a banca usa? Conheça a preparação do Mundo Revalida.

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